Leonardo da Vinci nasceu em 15 de abril de 1452, na cidade de Vinci, perto de Florença, e faleceu em 2 de maio de 1519, na França. Além de fazer muitos trabalhos artísticos, com o retrato de "Mona Lisa", "Del Giocondo", conhecida por "La Gioconda" e "A Última Ceia", foi poeta, matemático, arquiteto e engenheiro militar. Realizou desenhos e projetos em matemática, perspectiva, ótica, mecânica, balística, fortificações, hidráulica e astronomia, projetando também uma máquina para voar. Dedicou-se a vários problemas astronômicos e mostrou alguma evidência de fatos favoráveis à hipótese de que a Terra girava ao redor de seu eixo de rotação, idéia esta não aceita em sua época.
Seus cadernos eram recheados de desenhos e símbolos e observações que iam da acústica ao zodíaco. Começou estudando a ciência do movimento, via na força da água um propulsor das máquinas, acreditava que seu movimento e deslocamento era a chave da vida no mundo. Para Leonardo da Vinci, o sol não se movia e a Terra não estava no centro de sua órbita, nem no centro do universo. Acreditava ser a matemática a mais pura de todas as ciências, pois, revelava todas as leis e necessidades da natureza.
Como inventor, Leonardo previu o papel que as máquinas desempenhariam com eficiência e produtividade, isso porque seus desenhos constituem a primeira visão da revolução industrial que ocorreria mais de trezentos anos depois. Na área têxtil, desenhou um fuso móvel, um dispositivo para tornos, e para os metalúrgicos, um conjunto automático para rosca e parafuso.
Um dos estudos mais interessantes foi a elaboração de um instrumento que pudesse voar. Utilizou como modelo as asas de um morcego. Alongadamente às estruturas interdigitais do animal, construiu o instrumento voador, cujas funções eram a sustentação e o comando. Em muitos de seus inventos, utilizou as "asas móveis", que eram movidas através de alavancas e manivelas, manipuladas por um operador que ficava sentado e com as pernas abertas. (Fonte: www.museutec.org.br )
poeta, escritor, contista, jornalista, radialista, pesquisador e produtor cultural
sábado, maio 05, 2007
sexta-feira, abril 20, 2007
Eu canto
a agonia do homem
que cai do andaime
no meio da tarde vazia
e a dor das mãos angustiadas
que não se encontram
na hora do adeus;
eu canto
as lágrimas de sangue
do palhaço crucificado
no centro do picadeiro
e a insensatez
do bêbado-equilibrista
que faz seu número
no meio da calçada
pra platéia nenhuma;
eu canto
a ingratidão do ofício
de juntar as peças
deste mosaico estranho
que resolveram batizar
de cotidiano.
© Ademir Antonio Bacca
do livro em preparo: “Panis et Circenses”

POEMA VI
© PABLO NERUDA
Te recordo como eras no último outono.
Eras a boina cinza e o coração em calma.
Em teus olhos pelejavam as chamas do crepúsculo.
E as folhas caiam na água de tua alma.
Apegada a meus braços como uma trepadeira,
as folhas recolhiam tua voz lenta e em calma.
Figueira de estupor em que minha sede ardia.
Doce jacinto azul torcido sobre minha alma.
Sinto viajar teus olhos e é distante o outono:
boina cinza, voz de pássaro e coração de casa
fazia onde emigravam meus profundos anseios
e caiam meus beijos alegres como brasas.
Céu desde um navio. Campo desde os cerros.
Tua recordação é de luz, de fumaça, de tanque em calma!
Mais além de teus olhos ardiam os crepúsculos.
Folhas secas de outono giravam em tua alma.
(Retirado de: Vinte poemas de amor e uma canção desesperada)
Tradução: Maria Teresa Almeida Pina
sexta-feira, abril 06, 2007

CECILIA MEIRELES
1901 – 1964
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
— vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
— vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
— Vê que nem te digo — esperança!
— Vê que nem sequer sonho — amor!
(colaboração: Ângela Weingartner Becker)
segunda-feira, março 26, 2007
Morre no dia 20 de março de 1953. Postumamente foram publicados “Viagem” e aquele que seria, ao lado de “Vidas Secas”, o seu livro mais famoso, “Memórias do Cárcere”. Nos anos 60, outros dois livros de Graciliano chegavam às livrarias: “Viventes das Alagoas” e “Linhas Tortas”.
Pelas coincidências desta vida, no dia 20 de março de 1992 – mesmo dia do mês e da semana – quase com a mesma idade do pai, morria o escritor Ricardo Ramos.
tem dias que calo
não pelas palavras
que me tiraram
e sim
pela saudade dos amigos
que me faltam
calado,
me entrego à lembranças
que dispensam palavras
e giram o moinho de água
dos meus olhos
tem dias que calo
e me digo mais palavras
do que quando falo
calado
reinvento alegrias,
recupero vozes
e dou movimento a imagens
que se perderam no outro lado
das pontes caídas
tem dias que calo
e mesmo assim,
falo
© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice”
Pai da soul music brasileira, TIM MAIA nasceu no dia 28 de setembro de 1942. Em 1957, fundou no o grupo de rock Os Sputniks, do qual participaram Roberto e Erasmo Carlos. Em 1959, foi para os Estados Unidos, onde entrou em contato com a soul music, chegando a participar de um grupo vocal, o The Ideals. Em 1969, gravou em dueto com Elis Regina a sua composição “These Are The Songs”. A projeção rendeu um convite para gravar seu primeiro LP, que obteve grande sucesso graças às músicas “Primavera” e “Azul da Cor do Mar”, até hoje tocadas nas rádios. Depois intercalou fases de altos e baixos em sua carreira, voltando a emplacar músicas nas paradas de sucesso nos anos 80 e 90.
Em 1998, no show no Teatro Municipal de Niterói, que seria gravado para um especial de TV, sentiu-se mal, vindo a falecer uma semana depois, no dia 15 de março.
sábado, março 17, 2007

PAULO BRASIL GOMES DE SAMPAIO, o SAMPAULO, foi um dos maiores chargistas brasileiros de todos os tempos. Gaúcho de Uruguaiana, colaborou com os principais jornais do Rio Grande do Sul e com alguns alternativos do Brasil, como o Pasquim. Morreu alguns anos atrás, mas toda vez que vejo um trabalho seu me bate uma saudade daquela tarde de outubro de 1980, regada a todos os vinhos possíveis, quando aqui em Bento Gonçalves fizemos a primeira Mostra de Cartuns. Considero essa charge aí de cima uma das mais engraçadas que já se fez no Brasil e há muito que eu queria dividi-la com vocês.

Poeta francês que figura entre os iniciadores do simbolismo, STÉPHANE MALLARMÉ, Nasceu em Paris no dia 18 de março de 1842. Mallarmé se utilizava dos símbolos para expressar a verdade através da sugestão, mais que da narração. Sua poesia e sua prosa se caracterizam pela musicalidade, a experimentação gramatical e um pensamento refinado e repleto de alusões que pude resultar em um texto às vezes obscuro. Seus poemas mais conhecidos são L'APRÉS-MIDI D'UN FAUNE (1876), que inspirou o prelúdio homônimo do compositor francês Claude Debussy, e Herodias (1869). Outras obras importantes de Mallarmé são a antología Verso e prosa (1893) e o volume de ensaios em prosa Divagações (1897).
morreu em 1898, em Paris, sem ter chegado a concluir a grande obra de sua vida. A Grande Obra, com letra maiúscula, é um projeto que ele revela em cartas, em correspondências a amigos.
BRINDE
STÉPHANE MALLARMÉ
1842 – 1898
Nada, esta espuma, virgem verso
A não designar mais que a copa;
Ao longe se afoga uma tropa
De sereias vária ao inverso.
Navegamos, ó meus fraternos
Amigos, eu já sobre a popa
Vós a proa em pompa que topa
A onda de raios e de invernos;
Uma embriaguez me faz arauto,
Sem medo ao jogo do mar alto,
Para erguer, de pé, este brinde
Solitude, recife, estrela
A não importa o que há no fim de
um branco afã de nossa vela.
da infância
trouxe bem fechadas
uma caixa de medos
e outra de coisas proibidas
a dos medos
continua dentro de mim
ainda fechada,
embora de vez em quando
escape um
a das coisas proibidas
abri num descuido
num tempo qualquer
e desde então
nunca mais as minhas noites
foram iguais.
© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice”
Antônio Frederico de CASTRO ALVES, poeta, nasceu em Muritiba, BA, em 14 de março de 1847. É o patrono da Cadeira nº 7 da Academia Brasileira de Letras, por escolha do fundador Valentim Magalhães.
Morreu em Salvador, BA, em 6 de julho de 1871, aos 24 anos, sem ter podido acabar a maior empresa que se propusera, o poema “Os escravos”, uma série de poesias em torno do tema da escravidão.
duas palavras pra lá,
duas pra cá,
fácil de dançar
no poema,
a boa palavra desliza
com desenvoltura
pelo retângulo de papel
que a noite estende
diante do poeta.
o poema não é bolero
duas palavras pra lá,
duas pra cá
nem que tem que ser
obrigatoriamente triste
todo poema
é teia de emoções
difícil de se safar.
© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice”
quinta-feira, março 08, 2007
quarta-feira, março 07, 2007
terça-feira, março 06, 2007
sexta-feira, março 02, 2007
enquanto a noite for assim
(mistério)
por certo me encontrarás
brigando com meus fantasmas
ou a perambular minhas indecisões
pelas mesas dos seus bares
enquanto a noite for assim
(armadilha)
por certo estarei driblando o fio da teia
que ela tece com a pressa das horas
para surpreender os incautos
enquanto a noite for assim
(luz e música)
por certo me encontrarás
correndo todos os riscos,
seduzido pelo seu canto irresistível
© Ademir Antonio Bacca
do livro “Pandorgas ao Vento”

O GRANDE GÊNIO RENASCENTISTA
No dia 6 de março de 1475, nascia em Caprese, província florentina, na Itália, o mestre do Renascimento Michelangelo Buonarotti. Entre as obras do arquiteto, escultor e pintor estão a Pietá, o Davi e, com certeza a mais conhecida de todos, a abóbada da Capela Sistina. Em 18 de Fevereiro de 1564, Michelangelo morre em sua cama. Como testamento, o artista pediu que seu corpo regressasse a Florença, pois estava doando sua alma a Deus e seu corpo à terra.
CECILIA MEIRELES
1901 – 1964
Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
— vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
— vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
— Vê que nem te digo — esperança!
— Vê que nem sequer sonho — amor!
(colaboração: Ângela Weingartner Becker)

NOSTRADAMUS: 452 ANOS DE “OS SÉCULOS”
Michel de Notredame, mais conhecido como Nostradamus, publicou no dia 1º de março de 1555 o livro “Os Séculos”, contendo profecias sobre o futuro da humanidade. Médico, astrólogo, teólogo e alquimista ele ganhou fama mundial com suas "centúrias" de linguagem hermética e aparentemente indecifráveis. Nasceu no dia 14/12/1503, na cidade de Saint Rémy de Provence, no sul da França, e morreu no dia 02/07/1566, na cidade de Salon. Foi sepultado na igreja do Convento de Cordeliers e seu túmulo ainda está lá, acompanhado de um retrato, e pode ser visto ainda hoje.
quinta-feira, fevereiro 22, 2007
beber
as emoções todas
no cálice da ousadia;
sonhar
todos os sonhos imagináveis
da maneira mais louca possível;
quebrar
todas as regras de comportamento
e desafiar
todas as leis,
em todos os países.
E depois, John,
vestir paletó e gravata
e renegar o tempo
que passou?
© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice”
nasça
da ação e da meditação.
Sem ação
ou tendência à ação
ela será apenas teoria
que está levando os jovens
ao desespero.
Se ela é apenas ação
sem meditação
ela acabará no ativismo
sem fundamento,
sem conteúdo,
sem força...
Presta honras ao Verbo eterno
servindo-te da palavra
de forma
a recriar o mundo.
© D. HELDER CÂMARA
07/02/1905 – 27/08/1999
escrever um poema
é serviço de carpintaria
a habilidade de martelar um prego
tem a ver com a sutileza de uma palavra
esparramando-se na folha de papel
a paciência de buscar a palavra certa
num ninho de fantasias
tem a ver com a firmeza
em acertar o encaixe de cada tábua
assim como sabe o carpinteiro
ser fundamental a sincronia de prego e martelo,
o poeta precisa dosar realidade e fantasia
em cada paixão a que se entrega
escrever um poema
é serviço de carpintaria:
árduo e cansativo,
algumas vezes repetitivo
como a luta entre o prego
e o martelo
© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice”

CARTA DE EDUARDO GALEANO ENDEREÇADA AO FUTURO
Prezado Senhor Futuro,
Com a minha maior consideração:
Estou lhe escrevendo esta carta para pedir-lhe um favor. O senhor saberá desculpar-me o incômodo.
Não, não tema, não é que queira conhecê-lo. O senhor há de ser muito solicitado, haverá tanta gente que quererá ter o prazer; mas eu não. Quando alguma cigana me toma a mão para ler-me o porvir, saio correndo em disparada antes que ela possa cometer tal crueldade.
E, no entanto, você, misterioso senhor, é a promessa que nossos passos perseguem querendo sentido e destino. E é este mundo, este mundo e não outro mundo, o lugar onde o senhor nos espera. A mim e aos muitos que não acreditamos nos deuses que nos prometem outras vidas nos mais longínquos hotéis de Mais Além.
E aí está o problema, senhor Futuro. Estamos ficando sem mundo. Os violentos o chutam, como se fosse uma bola. Jogam com ele os senhores da guerra, como se fosse uma granada de mão; e os vorazes o espremem, como se fosse um limão. A este passo, temo, mais cedo do que tarde, o mundo poderá ser não mais do que uma pedra morta girando no espaço, sem terra, sem ar e sem alma.
Disso se trata, senhor Futuro. Eu lhe peço, nós lhe pedimos, que não se deixe desalojar. Para estar, para ser, necessitamos que o senhor siga estando, que o senhor siga sendo. Que o senhor nos ajude a defender a sua casa, que é a casa do tempo.
Quebre-nos esse galho, por favor. A nós e aos outros: aos outros que virão depois, se tivermos depois.
Saúda-te atentamente,
Um Terrestre
© EDUARDO GALEANO — Tradução: Verena Glass
sábado, fevereiro 10, 2007
Se alguém disser “Alfredo da Rocha Vianna Filho”, pouca gente vai saber de quem se está falando. Mas se disser “Pixinguinha”, aí todo mundo saberá que a referência diz respeito a um dos maiores gênios da história da música popular brasileira de todos os tempos.
Com um domínio técnico e um dom de improvisação encontrados nos grandes músicos de jazz, é considerado o maiorflautista brasileiro de todos os tempos, além de um irreverente arranjador e compositor. Entre suas composições de maior sucesso estão “Carinhoso”, “Lamento” e “Rosa”. Na década de 1940, sem a mesma embocadura para o uso da flauta e com as mãos trêmulas devido à sua devoção ao uísque, Pixinguinha trocou a flauta pelo saxofone, formando uma dupla com o flautista Benedito Lacerda. Fez uma parceria famosa com Vinícius de Moraes, na trilha sonora do filme Sol sobre a Lama, em 1962.
Morreu no dia 17 de fevereiro de 1973.

Em fevereiro de 1922, jovens poetas, escritores e artistas liderados por Mario e Oswald de Andrade reuniram-se para organizar três festivais, que seriam apresentados no Teatro Municipal de São Paulo. O objetivo era revolucionar a arte brasileira e romper de vez com o academicismo presente nas artes plásticas, na literatura e na música. Influenciados pela vanguarda artística européia, formada por surrealistas, futuristas e dadaístas, os modernistas paulistas desejavam expor o que acreditavam ser uma " nova arte nacional", criada a partir da "antropofagia cultural", que, segundo eles, seria a característica básica da sociedade brasileira. Isto tudo aconteceu nos dias 13, 15 e 17 de fevereiro e o evento acabou entrando para a história como “Semana de Arte Moderna” e acabou sendo o divisor das águas no cenário cultural brasileiro do século passado.

cais
em ti
aporto versos
mal feitos
e medos
acumulados
em temporais
que, por pouco,
não me levaram
a pique
em teus braços
ancoro palavras
e sonhos cansados
de tudo que vem do mar
feito onda que não cansa
de dar na praia
em ti
aporto sonhos
de palavras
que rasgam as trevas
e anunciam novas manhãs.
© Ademir Antonio Bacca
do livro “O Relógio de Alice”
No dia 12 de fevereiro de 1984, a literatura latino-americana perdia um dos seus nomes mais expressivos. Nascido em Bruxelas em 1914, JULIO CORTÁZAR produziu uma obra que explorou as fronteiras entre realidade e inrealidade e foi apontada pela crítica como uma das mais representativas da ficção fantástica de nosso tempo. Iniciou a vida como professor secundário em Buenos Aires e depois recusou uma cátedra universitária, por opor-se ao regime peronista. Contratado como tradutor pela UNESCO (1952), radicou-se em Paris e tornou-se cidadão francês (1982). Estreou na literatura com o poema dramático Los reyes (1949) seguido do seu primeiro livro de contos, Bestiário (1951). Morreu em Paris. De todos os seus livros, o meu preferido é “O Jogo da Amarelinha”.
que divide a razão
e a paixão
torna toda travessia
perigosa batalha emocional
se ganha a razão,
enfraquece-se a paixão
se ganha a paixão,
fortalece-se a insensatez
na verdade,
o fio imaginário
que existe entre a razão e a paixão
deveria ser estopim
para incendiar todas as madrugadas
vazias
© Ademir Antonio Bacca
Cantor, compositor e guitarrista, Robert Nesta Marley nasceu em St. Ann, na Jamaica, no dia 6 de fevereiro de 1945. Ex-integrante da banda The Waillers, da qual participavam também Peter Tosh e Bunny Livingson, foi o responsável pela difusão do reggae para o mundo. Mesmo com sua morte prematura devido a um melanoma, em 11 de maio de 1981, ainda hoje suas músicas são ouvidas por uma legião de fãs espalhados pelos quatro cantos do continente.
Amor é fogo que arde sem se ver
© Luis Vaz de Camões
Amor é um fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?




































