quinta-feira, outubro 26, 2006

Arte: Paulo Rocha

Bento Gonçalves perde sua figura mais folclórica

De todos os personagens folclóricos da história de Bento Gonçalves, nenhum se igualou em fama a Reno Thales de Rodrigues Vinhas, o “Gualicho”. Sua fama de golpista ultrapassou as fronteiras da Capital Brasileira do Vinho e tornou-se lenda. Vender tinta colorida para pintar as antenas quando foi introduzida a televisão colorida no Brasil; vender o direito a uma dupla de argentinos de cobrar pedágio sobre a ponte do Rio das Antas; um loteamento com terrenos de frente pra praia, ou seja, com os terrenos todos dentro d’água e por aí vai compõem a galeria de golpes a ele atribuídos. Quando estava sem dinheiro visitava empresários e sempre conseguia algum. Mas era um romântico, depois a primeira coisa que fazia era enviar bombons e flores para a esposa do empresário que ele acabara de ‘morder’. Personagem dos meus livros de folclore, sempre que vinha a Bento me procurava e conversávamos algumas cervejas. Gostava de tangos e grande parte dos seus 73 anos passou-os em cabarés. Seus preferidos eram “Uno” e “Caminito”. Eu que não gostava de tango, me rendi à beleza de “Caminito”, que divido com vocês:

Caminito

Letra: Gabino Coria Peñolaza
Música: Juan de Dios Filiberto

Caminito que el tiempo ha borrado,
que juntos un día nos viste pasar,
he venido por última vez,
he venido a contarte mi mal.
Caminito que entonces estabas
bordado de trébol y juncos en flor,
una sombra ya pronto serás,
una sombra lo mismo que yo.

Desde que se fue
triste vivo yo,
caminito amigo,
yo también me voy.
Desde que se fue
nunca mas volvió,
seguiré sus pasos,caminito, adiós.

Caminito que todas las tardes
feliz recorrías cantando mi amor,
no le digas si vuelve a pasar
que mi llanto tu suelo regó.
Caminito cubierto de cardos,
la mano del tiempo tu huella borró;
yo a tu lado quisiera caer
y que el tiempo nos mate a los dos.

2 comentários:

Tisa disse...

[navy][b]Meu amigo Bacca! Muita história escutei sobre o Gualicho! Algumas tão incríveis q é difícil acreditar. O q vale, é a lembrança em seu coração! De lembrar o amigo tomando a sua cerveja e aprontando todas e vcs morrendo de rir para reviver na eternidade essa alegria!
Um beijaum!!
Tisa.

Christina M. Herrmann disse...

Que história interessante, Ademir, fiquei com vontade de ter conhecido essa figura lendária também. Então me contento em ler depoimentos como os teus.

Beijos.
Chris