sábado, outubro 25, 2008

A palavra
tem a sede
do peixe

escapa sempre
do poeta
em folha rasa

vai ao fundo,
volta à tona,
respira
e escapa do poema
outra vez

© Ademir Antonio Bacca

3 comentários:

Ricardo Mainieri disse...

A luta diária com nosso peixe-palavra e, depois a poesia posta...
Analogia interessante!

Abraço.

Ricardo Mainieri

PS - Excelente minha estada em Bento, por ocasião do Festival. Espero estar a postos, ano que vêm.

Andrea Lucia disse...

Olá Ademir!!
Adorei o poema!!
Especialmente, qdo vc diz:
" vai ao fundo,
volta à tona.." Muito interessante.
Beijos,
Andrea.

SAM disse...

Gosto demais do seu estilo, Ademir. E você não precisa de muitas palavras para que venha à tona uma poesia , nos tocar fundo e nos saciar .

Abraço