domingo, janeiro 14, 2007

não intimido a palavra
nem tenho medo dela
quando ela me aparece desavisada
no meio da madrugada

não lhe rendo homenagens
nem lhe peço explicações

encaro-a de frente
olho
no
olho
e deixo que ela se
esparrame
à vontade pelo poema.

© Ademir Antonio Bacca
do livro: “O Relógio de Alice”

Um comentário:

Flávio Otávio Ferreira disse...

domada a palavra nasce o poema. ou as vezes se escreve por si só.