segunda-feira, maio 11, 2009

encantamento

contemplo em silêncio
teu corpo inerte
que o claro de lua
revela
na noite insone

nenhum galo cantor
nenhuma música vindo de longe
a quebrar o encanto dos meus olhos

só o silêncio
e o movimento
dos meus dedos
desenhando o mapa
do teu corpo

© Ademir Antonio Bacca
do livro: “Grito por dentro das palavras”

17 comentários:

SAM disse...

Este poema sim, encanta pela ternura...Lindo!


Beijos, poeta.

Concha Rousia disse...

Que maravilha de poema, e em perfeito diálogo com a imagem. Adorei

Abraços desde a Galiza

Concha Rousia

leonorcordeiro disse...

Fiquei feliz com a sua recuperação. A volta das suas postagens enfeita novamente a blogosfera com boa poesia.
Coloquei com prazer o link do seu blog NA DANÇA DAS PALAVRAS.
Grande abraço!

Eduardo Tornaghi disse...

Bem vindo guerreiro

Reflexo d'Alma disse...

Puxa...lindos versos.
Bjins entre sonhos e delírios

Reflexo d'Alma disse...

Ademir!!
Saudade de voce!!!
Que bom que a fase dificil esta passando....

Renato Baptista disse...

Ademir....

Encantamento é o momento solene que o poeta transcreve de forma plena... uma alforria da alma onde se grafa a total descoberta.
Parabéns pelo blog e pelos escritos.
Um abraço.
Renato Baptista

Jussára C Godinho disse...

Feliz retorno, meu amigo!
Lindos versos, carregados de Poesia!
Abraço poético!

Jussára

Andrea Motta disse...

Ademir,
è uma grande satisfação ler teus versos, este poema é belissimo!
Fico feliz com o teu retorno. Desejo que a cirurgia tenha sido um sucesso.
grande beijo
Andréa

Fátima Venutti disse...

Caríssimo,

Retornar desta forma, poético e apaixonado... Bom demais tê-lo novamente. Estava com saudade dos teus versos.

Muita Luz em seu caminho.
Abraços na alma

Isabel Fonseca disse...

Olá, Bacca. Parabéns pelo poema. Voltou com força total. Abraços da Isabel.

Andrea Lucia disse...

Belo poema!
Assim que fui lendo... a imagem da sua escrita foi sendo esculpida na minha mente.
Parabéns!
Beijos,
Andrea

Despecial disse...

Oi Ademir, vim conhecer teu espaço e fiquei encantada com os teus poemas. Parabens. Beijos

Ricardo Mainieri disse...

A sutileza para enfocar o erótico, as imagens diáfanas, o sentimento emergente na manhã do desejo.
Poemótimo!

Abraço.

Ricardo Mainieri

Paulo disse...

Sim Bacca... O poeta é luz dentro da palvra!!! Ave poeta poeta Gaucho! Estive aqui!
Abração.

Paulo Ednilson

Victor Colonna disse...

Ademir,
Parabéns pelo poema!Na verdade, o amor é da ordem do silêncio. Quanto à frase do Bandeira, tenho um poema que diz assim:

CARTA A UM POETA (VICTOR COLONNA)


Posso recusar a palavra
Mas não impedir o poema.
Às vezes nem recuso
E vem ao mundo um poema sujo
Contaminado em suas estruturas
Poema para ser esquecido no fundo de alguma gaveta
Como louco trancado num porão.

Posso recusar a palavra
Mas o poema tem verdade intrínseca,
Vida independente.

O poema não precisa ser bom
O poema não precisa de público
O poema não precisa do poeta
Não precisa nem ser poema para ser poema.

Às vezes, antes da tempestade
Desce um relâmpago
E a verdade se faz tão rápida
Que não é possível capturá-la.

Esse não-poema é poema também
Como é filho aquele que foi abortado.

Luto com palavras
Piso num terreno minado
Não existem mapas
O poema é quem escolhe o poeta.

Verluci Almeida disse...

Belíssimo poema!
Imagem linda!
Maravilhosa a última estrofe!

Verluci