segunda-feira, abril 16, 2012


daquilo que a cidade grande não tira de mim

a cidade que me cerca
com garras de ferro e concreto
me tira o ar
mas não sufoca a lembrança
da velha cidade
que me acariciava
com braços de afeto

a cidade que me sufoca
com a fumaça de suas chaminés
e seu lixo acumulado
mexe com meu olfato
mas não tira de mim
os gostos e os cheiros
de uma infância que não desgruda
de mim

© Ademir Antonio Bacca
do livro: “Grito por dentro das palavras”

4 comentários:

Ricardo Mainieri disse...

A infância e o noso núcleo original nos fornecem farto material literário. Como neste poema.

Abs.

Ricardo Mainieri

rodrigo mebs disse...

lendo o lindo
aqui impresso
sendo ainda
lixo/progresso
Tendo ainda
a vária vida
espera/sucesso
que dária lida
que aqui lida
tida nada muda
mas me emociona
aciona um poema
Valeu o tema Valeu Bacca!

rodrigo mebs disse...

lendo o lindo
aqui impresso
sendo ainda
lixo/progresso
Tendo ainda
a vária vida
espera/sucesso
que dária lida
que aqui lida
tida nada muda
mas me emociona
aciona um poema
Valeu o tema Valeu Bacca!

A. J. Cardiais disse...

Gostei dos seus poemas, Ademir. voltarei mais vezes. Um abraço