toda
bala
perdida
encontra
fácil
uma
cabeça
para
estourar
© Ademir Antonio Bacca
do livro “Plano de Vôo”
poeta, escritor, contista, jornalista, radialista, pesquisador e produtor cultural


O pai do menino maluquinho
Ziraldo Alves Pinto nasceu em 24 de outubro de 1932 em Caratinga, Minas Gerais. É o mais velho de uma família de sete irmãos. Seu nome vem da combinação do nomes de sua mãe, Zizinha com o de seu pai Geraldo: assim surgiu o Zi-raldo, um nome único.
Desenhista, cartunista, jornalista e o mais badalado autor de livros infantis do país, Ziraldo foi um dos fundadores do jornal “Pasquim”, de grande circulação durante a ditadura militar. E foi graças ao “Pasquim” que tive oportunidade de conhecê-lo e de desfrutar momentos especiais em sua companhia.
“O Menino Maluquinho”, um dos seus tantos livros infantis, é o mais vendido em todos os tempos na história da literatura infantil no Brasil, tendo sido, inclusive, levado às telas.

ALFONSINA STORNI
(1880/1938)
Alfonsina é muito mais que a belíssima canção de Felix Luna e Ariel Ramirez, interpretada magistralmente por Mercedes Sosa. É uma das vozes mais forte da poesia feminina das Américas.
Alfonsina nasceu na Suíça Italiana em 29 de maio de 1892, imigrando com os seus pais para a província de San Juan na Argentina em 1896. Seus poemas são incisivos e eficazes, podendo ser considerada para a época em que viveu, uma feminista.
Em 1938, três dias antes de se suicidar, envia de um hotel de Mar del Plata para um jornal, o soneto “Voy a Dormir”.
Seu corpo foi resgatado do mar no dia 25 de outubro de 1938.
A Carícia perdida
© ALFONSINA STORNI
Sai-me dos dedos a carícia sem causa,
Sai-me dos dedos... No vento, ao passar,
A carícia que vaga sem destino nem fim,
A carícia perdida, quem a recolherá?
Posso amar esta noite com piedade infinita,
Posso amar ao primeiro que conseguir chegar.
Ninguém chega. Estão sós os floridos caminhos.
A carícia perdida, andará... andará...
Se nos olhos te beijarem esta noite, viajante,
Se estremece os ramos um doce suspirar,
Se te aperta os dedos uma mão pequena
Que te toma e te deixa, que te engana e se vai.
Se não vês essa mão, nem essa boca que beija,
Se é o ar quem tece a ilusão de beijar,
Ah, viajante, que tens como o céu os olhos,
No vento fundida, me reconhecerás?
(Tradução de Carlos Seabra)
Arte: FernandesO Rei do Futebol chega aos 66 anos
Nascido em 23 de outubro de 1940, Edson Arantes do Nascimento, imortalizado como “Pelé”, chega hoje aos 66 anos de idade. Maior jogador de todos os tempos, mesmo afastado dos estádios Pelé é considerado uma das maiores personalidades esportivas da atualidade. Das frustrações esportivas que carrego na minha mala de garupa, sem dúvidas nunca tê-lo visto jogar ao vivo é uma das maiores. Mas foi graças ao seu talento que até hoje, deixando o Internacional de lado, sou torcedor do Santos de carteirinha. Mesmo quando ele não jogue contra o Grêmio.

O dia em que o homem voou
Num 23 de outubro, exatos cem anos atrás, o homem voou pela primeira vez. Foi no Campo de Bagatelle, em Paris, que Santos Dumont realizou a proeza com o seu 14 Bis. Após uma corrida de 200 metros, a aeroplano ergueu-se de dois a três metros acima do solo e percorreu 60 metros em sete segundos. Era a primeira vez que um aparelho mais pesado do que o ar levantava-se do solo por seus próprios meios. Mas como não houve medições oficiais, o vôo acabou não sendo homologado pela Federação Aeronáutica Internacional, o que levou o brasileiro a repetir a façanha em 12 de novembro do mesmo ano. Na quarta tentativa daquele dia, Santos Dumont estabeleceu o primeiro recorde de velocidade aérea: 41,292km/h. Na quinta e última tentativa, o 14 Bis percorreu 220 metros.
PRÊMIO NOBEL PARA NERUDA
Foi no dia 21 de outubro de 1971, exatos 35 anos atrás, que o Poeta chileno Pablo Neruda, uma das mais fortes vozes da poesia latino-americano, receberia o Prêmio Nobel de Literatura. Este reconhecimento acabou alavancando sua poesia, tornando-o um dos poetas mais populares do século passado.

