tem noites
que a saudade
arranca máscaras
com precisão cirúrgica
outras,
com a delicadeza
de um boxeador.
© Ademir Antonio Bacca
poeta, escritor, contista, jornalista, radialista, pesquisador e produtor cultural
sábado, janeiro 29, 2011
terça-feira, janeiro 11, 2011
querer amar (eu e você)
©MARISA LY
eu não sei amar...
se soubesse, estava amando
com unhas e dentes
não sei pensar sobre o amor
porque penso que ele deveria ser
como o ar que respiro
não sei dizer dele senão vida,
existência... não sei dizer dele
além de senti-lo nas veias
das coisas todas que aprendi
entre medos e desordem
entre faltas e ausências
entre silêncios imensos
não aprendi a amar...
porque amar, não sei...
algo me diz que amar não tem que aprender
algo me diz que amar é maior
algo me diz que amar é... ser!
e, no entanto, amar
de repente
pode ser mais simples!
amar pode ser apenas querer!
©MARISA LY
eu não sei amar...
se soubesse, estava amando
com unhas e dentes
não sei pensar sobre o amor
porque penso que ele deveria ser
como o ar que respiro
não sei dizer dele senão vida,
existência... não sei dizer dele
além de senti-lo nas veias
das coisas todas que aprendi
entre medos e desordem
entre faltas e ausências
entre silêncios imensos
não aprendi a amar...
porque amar, não sei...
algo me diz que amar não tem que aprender
algo me diz que amar é maior
algo me diz que amar é... ser!
e, no entanto, amar
de repente
pode ser mais simples!
amar pode ser apenas querer!
antes que cante o galo
antes que toque o sino
antes que feche a porta
antes que a boca cale
antes que o corpo pare
antes que o coro desafine
antes que a paixão naufrague
antes que o tempo acabe
antes que o gatilho dispare
antes que o cálice transborde
antes que a chama da vela apague
antes que o cio acabe
antes que vida falhe
antes que o relógio desperte
antes que a estrada acabe
é bom que um de nós fale
© Ademir Antonio Bacca
de "Poesia do Brasil” – Volume 12
antes que toque o sino
antes que feche a porta
antes que a boca cale
antes que o corpo pare
antes que o coro desafine
antes que a paixão naufrague
antes que o tempo acabe
antes que o gatilho dispare
antes que o cálice transborde
antes que a chama da vela apague
antes que o cio acabe
antes que vida falhe
antes que o relógio desperte
antes que a estrada acabe
é bom que um de nós fale
© Ademir Antonio Bacca
de "Poesia do Brasil” – Volume 12
quarta-feira, dezembro 08, 2010
da preguiça
construo o amanhã
do jeito que dá:
é o sonho que tem pernas
e me leva pro lado de lá
não mexo na pedra
que atrapalha o caminho,
nem troco a palavra
que confunde o poema:
é o ponteiro das horas
quem apressa meu caminhar
construo o dia de amanhã
com o pouco que o hoje me dá:
é o canto atrapalhado do galo
quem diz a hora de acordar
não dou corda
no relógio parado,
nem reclamo se o coração dispara:
há um buraco na parede da memória
e por ele me fugiram algumas lembranças
e também se foi o ponteiro das horas.
© ADEMIR ANTONIO BACCA
da antologia “Poesia do Brasil” – Volume 12
construo o amanhã
do jeito que dá:
é o sonho que tem pernas
e me leva pro lado de lá
não mexo na pedra
que atrapalha o caminho,
nem troco a palavra
que confunde o poema:
é o ponteiro das horas
quem apressa meu caminhar
construo o dia de amanhã
com o pouco que o hoje me dá:
é o canto atrapalhado do galo
quem diz a hora de acordar
não dou corda
no relógio parado,
nem reclamo se o coração dispara:
há um buraco na parede da memória
e por ele me fugiram algumas lembranças
e também se foi o ponteiro das horas.
© ADEMIR ANTONIO BACCA
da antologia “Poesia do Brasil” – Volume 12
RASGO PAPÉIS
© DALMO SARAIVA
Vou comendo trapos e tripas,
Mas por baixo dos panos
Guardo sonhos de vida.
Me presenteio o que posso
E aproveito os laços
Quando desamarro os embrulhos.
Rasgo papéis para não cruzar os braços.
Estico bem os passos
Sem pensar em encurtar o tempo.
Ajunto meus pedaços
Desse quebra cabeças
Sustentado pelo meu pescoço.
© DALMO SARAIVA
Vou comendo trapos e tripas,
Mas por baixo dos panos
Guardo sonhos de vida.
Me presenteio o que posso
E aproveito os laços
Quando desamarro os embrulhos.
Rasgo papéis para não cruzar os braços.
Estico bem os passos
Sem pensar em encurtar o tempo.
Ajunto meus pedaços
Desse quebra cabeças
Sustentado pelo meu pescoço.
o maior amor do mundo
não é aquele que os poetas
tentam descrever em versos perfeitos
nem é aquele que todos nós
sonhamos encontrar um dia
na próxima esquina de um caminho
qualquer
o maior amor do mundo
não é perfeito
e quase sempre não tem pé
nem cabeça,
apenas é.
não tem curvas,
meias palavras
e sequer explicação.
o maior amor do mundo
é aquele que cabe
na palma da mão.
© Ademir Antonio Bacca
não é aquele que os poetas
tentam descrever em versos perfeitos
nem é aquele que todos nós
sonhamos encontrar um dia
na próxima esquina de um caminho
qualquer
o maior amor do mundo
não é perfeito
e quase sempre não tem pé
nem cabeça,
apenas é.
não tem curvas,
meias palavras
e sequer explicação.
o maior amor do mundo
é aquele que cabe
na palma da mão.
© Ademir Antonio Bacca
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